Fábrica da Covilhã<br>deve indemnizações

Perto de uma centena de ex-trabalhadores da fábrica de lanifícios Nova Penteação, na Covilhã (agora designada de Tessimax), voltaram a manifestar-se sexta-feira junto à empresa, reivindicando o pagamento de 750 mil euros em indemnizações. O protesto decorreu durante um plenário sindical, que teve de se realizar na rua, uma vez que a administração não disponibilizou as instalações.
O processo, noticiou a agência Lusa, foi desencadeado depois de o proprietário, Paulo de Oliveira, que em 2003 adquiriu a fábrica através de trespasse, recusar um acordo apresentado pelo empresário Rui Cardoso, que interpôs um recurso contra o negócio.
Em comunicado, na semana anterior, Paulo de Oliveira reafirmara que a situação impede o trânsito em julgado do trespasse, o que justificaria que falte pagar 25 por cento dos créditos dos trabalhadores, responsabilizando por isso o recorrente.
No entanto, durante o protesto de dia 6, o presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa acusou Paulo de Oliveira de não querer pagar as indemnizações, «senão negociava a proposta de Rui Cardoso, em vez de a expor publicamente». Luís Garra notou ainda que, «apesar dos recursos judiciais, a fábrica está a trabalhar e está a dar lucros», não havendo razões para não serem pagos os créditos a cerca de 300 ex-trabalhadores.
O sindicalista acusou ainda Rui Cardoso de apresentar a Paulo Oliveira uma proposta em que «pede este mundo e os cangalhos», incluindo até questões externas ao negócio da Nova Penteação.
No entanto, independentemente das questões legais, Luís Garra salientou que constitui uma grave injustiça o facto de as indemnizações continuarem por pagar há mais de dois anos.
Nova concentração ficou marcada para dia 19 de Janeiro, junto a outra unidade industrial do grupo Paulo de Oliveira, na Boidobra (Covilhã).


Mais artigos de: Trabalhadores

Derrotar as políticas de direita

Combater as políticas que agravam as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores e o candidato da direita nas eleições presidenciais são prioridades para a acção da CGTP-IN, em 2006.

<em>Ecco</em> despede mais 369

A administração da multinacional dinamarquesa deu sexta-feira «a notícia positiva de que se mantêm 260 postos de trabalho», querendo assim anunciar o despedimento de 369 operárias e operários.

Comemorações do 18 de Janeiro de 1934

Têm início no próximo sábado, dia 14, na Marinha Grande, prolongando-se até dia 21, as comemorações do 18 de Janeiro de 1934. A evocação do movimento heróico dos vidreiros, que se levantaram contra a exploração e a falta de trabalho, que os lançara para a miséria e fome, volta este ano a ser assinalada com um vasto e...

Complemento para idosos

«Fazer depender a atribuição do complemento, do nível de rendimentos dos filhos, sem atender à situação dos idosos que vivem autonomamente e independentes dos seus familiares, constitui uma ofensa à sua dignidade, condenando-os a uma humilhante dependência», considerou a CGTP-IN, num comunicado de dia 9.A central...

Fenprof rejeita plurianualidade

A Federação Nacional dos Professores rejeitou, na terça-feira, o projecto de Decreto-Lei do Ministério da Educação para os concursos de docentes, que prevê a sua plurianualidade. Já num comunicado de dia 6, a Fenprof tinha considerado haver falta de condições para firmar qualquer acordo relativo a esta matéria, uma vez...

<em>Carrera</em> falida<br>operárias sem subsídio

Os trabalhadores da Confecções Carrera, em Oliveira do Hospital, cuja insolvência foi decretada sexta- feira em tribunal, não foram formalmente despedidos, o que os impede de aceder ao subsídio de desemprego. Uma dirigente do Sindicato dos Têxteis do Centro disse segunda-feira à agência Lusa que os 87 trabalhadores, na...